Eu sei o quanto eu sou relapsa com as pessoas que eu conheço. Por mais que tente, nunca serei interessada em tempo integral por alguém e muito menos farei questão de estar sempre interessada. Eu tento, mesmo, só que isso não dura muito e acabo por ficar mais tempo longe, do que digamos, presente. É, eu sou assim, não sei fica presente e de certo modo é meu manismo de proteção.
Poucas pessoas conseguem prender minha atenção, fazerem com que eu fique por perto e ainda por cima queira elas perto de mim. Não tenho saco pra bobagens, nem as minhas e nem a dos outros o problema disso é que perco a parte engraçada, aquela que todo mundo gosta eu já não me interesso muito.
Eu dificilmente gosto do que todo mundo gosta, tenho certo prazer em ser do contra.
Vamos e convenhamos que, isso traz de certa forma, um sentimento de unidade.
Mas se tem algo que não entendo é, porque mesmo eu sendo exatamente desse jeito, certas pessoas gostam e fazem questão - toda aquela que eu talvez não faça – de me terem por perto.
Acho que nem Freud explica mais.