22 de dezembro de 2011

cada segundo é o badalar de um sino.


É o natural a gente por uma dor imensa de lado e fingir que tudo gira normalmente não é mesmo? Na verdade eu não sei.
Tenho tentado viver como se tudo estivesse normal mas, sei que não esta e que não ficara tão cedo. Sinto falta dela em tudo, como se cada segundo fosse uma eternidade. Hoje faz 2 meses.
Ninguém além de mim lembra-se disso, porque,  querendo ou não só eu perdi.
Todo dia eu acordo e demoro pra pensar que nada, vai ser como antigamente e daí eu levanto e sigo em frente; talvez nem seja por vontade própria e sim por necessidade. Agora é tudo comigo, como diria o ditado:  eu por mim e deus por todos.  Às vezes é tão foda carregar minha vida sozinha, sem poder contar com ninguém, que parece que eu vou partir no meio ou simplesmente desistir.
 Todo mundo tem essa opção, de desistir ou deixar alguém fazer por si, eu não tenho ela. Se por acaso eu quiser desistir ou esperar alguém, nada vai acontecer e só eu perderia.
Todo mundo me disse que eu precisava ser forte, que me ajudariam e que sempre estariam do meu lado. Essa idéia toda é utópica.  Porque? Simples...
Eu não tenho a opção de fraquejar e muito menos fracassar.
Me ajudar, é ajudaram mas, quando tudo aperta é só eu que fico pra segurar tudo. Sozinha!
Ninguém ficou do meu lado o tempo todo, ninguém me viu chorando horas a fio e muito menos fez alguma coisa para que eu parasse.
Poucas pessoas e poucos momentos foram os que eu tive alguém do meu lado só por ter, por precisar de um abraço, um colo ou um “vai ficar tudo bem”.
As vezes dói muito não ter mais minha base do meu lado mas, sei que ela sempre mais que tudo, iria querer que eu me mantesse firme, forte e nunca desistisse – por mais difícil que fosse.
Então, vamos seguindo, com muita saudade mas, aprendendo a viver sozinha e acima de tudo; aprendendo a sorrir de novo.

11 de dezembro de 2011

Queria poder dizer...


As vezes, falar é quase impossível, ficar em silencio sempre me soa mais fácil. Porem, ficando em silêncio, só eu sei o que se passa e tudo perde o sentido.
O silencio não basta para que as coisas sejam entendidas, sentidas e demonstradas. Falta-me a coragem para abrir a boca e dizer qualquer coisa, qualquer coisa que seja clara e sucinta.
Meu silencio é reflexo do medo que eu tenho de perder algo que nem meu é, de pôr tudo a perder sem ter nada ao mesmo tempo.

26 de agosto de 2011

parei.


Sabe algo que eu fico pensando é que as pessoas têm tudo que pedem e por serem cegas, jogam tudo pro ar. Acho que a gente sempre perde o que pede por não saber olhar.
Olhos viciados, distração ou só o habito de só reclamar sem saber que tem e não enxerga. Essa coisa de eu ser meio perdida fez com que eu me tornasse a pessoa mais insegura quando o assunto é ‘tomar atitude’ .
Porque? Simples, de tanto fazer e só ouvir “ta errado” eu acabei por não querer mais causar problemas. Parei.

6 de julho de 2011

espaço demais.


Certas coisas só podem dar certo se não houver desistência é aquele “quase” que sustenta todo o resto. Agora não tem mais espaço pra mim e eu não tenho espaço pra ninguém ficar longe só observando.  Alias esse papel sempre foi o meu, creio que nunca me deixei ficar perto demais de situação alguma.
Confuso isso não é?! Logo eu que sempre quis espaço e toda distancia dizer que ficar longe, não me serve e tu, que tanto tentou me fazer ficar perto não tens como me manter mais assim.
Ironia da vida pra dizer “é, não vai dar.”
Teimosia demais pra desistir ou só a vontade de que aquilo desse mais certo do que poderia.
Sempre penso que isso me fez crescer um pouco como pessoa, aprendi que meu distanciamento das pessoas machuca e que todo mundo precisa de mais do que todo mundo é capaz de dar, em parte isso é normal e outrora é um peso.
Eu ainda não entendo nada de sentimentos e muito menos da necessidade alheia, mas, um dia quem sabe eu aprendo se eu não desistir até lá, é claro.

detalhes.

Tem coisas que mesmo que tenham sido sutis, tem uma importância muito grande e poucas pessoas conseguem ver isso, geralmente passa despercebida.

Detalhes sempre são relevantes, porem, nem sempre valorizados.

quase um circo..


Eu acho engraçado quando não sei o que eu sinto e como na grande maioria das vezes eu não sei, minha vida sentimental é quase um circo pra mim e pra qualquer outra pessoa.
Às vezes é irritante, afinal, qualquer ameba sabe dizer o que sente e ter certeza do mesmo. Só eu que não. Posso ter toneladas de sentimentos e nem assim me declarar. Admiro quem tem essa coragem e toda discrepância com o que sente ao certo, queria saber ser assim.
Correr riscos não é meu forte, tem horas em que até tento, mas, tenho um medo grande de me sentir ridicularizada.
Prefiro sempre me calar e querer em silencio.

26 de maio de 2011

Sou o resultado das minhas escolhas


Esses dias eu tava pensando em exatamente quem eu sou hoje em dia. Certeza da resposta eu na tenho, só sei de uma coisa, eu hoje em dia o sou o resultado das minhas escolhas.
Se tiver algo em mim que me deixa orgulhosa é que eu sempre – mesmo brigando muito – decidi os passos que daria e para onde isso me levaria.
Eu não sei dizer exatamente nada mais sobre mim, talvez tenham coisas que eu saiba...
Tipo;
Sou mimada, odeio ser contrariada, acho que é mal de filho único. Sou total viciada em cafeína e não sei como viveria sem café todos os dias.
Tenho verdadeiro pavor de baratas, surto mesmo, onde quer que eu esteja. Não me importo mais com o que os outros pensam de mim e aprendi isso com o tempo. Acho gente preconceituosa à maior ignorância do mundo. Acredito que o respeito e a gentileza poderiam salvar a humanidade do caos.
Escondo meus sentimentos e acho isso muito melhor do que me arriscar e sofrer em vão. Acho isso de que tu precisa demonstrar para realmente sentir, uma idiotice sem tamanho. Com palavras tu pode manipular a verdade e sentimentos são ditos em silencio.  
Odeio coisas estereotipadas. Algumas pessoas simplesmente não se classificam.
Acho à vida a coisa mais valiosa que se tem e poucas vezes vejo as pessoas vivendo ela, tirando proveito de tudo que podem, sendo e vivendo ao invés de ter e querer ser.
Não sei falar sobre o que eu sinto, parece algo crônico. Não sinto com facilidade.
Odeio calor, me irrita e eu detesto festa com gente suada e etc.
Adoro olhos azuis. Fico fascinada quando vejo alguém com olhos azuis.
Adoro o Adam Sandler, ele é simplesmente o cara pra mim; alias ele e o Vin Diesel.
Tenho quase uma tara por perfumes. Gosto de cheiros em geral, especiarias, comidas, flores, perfumes... Tudo.
Falo tudo que penso e creio que poucas vezes isso seja adequado. Tenho medo da reação das pessoas, por isso fico quieta quando não conheço ninguém.
Reconheço meus amigos pelo modo como andam, sei que precisam de mim só de olhar e acho isso algo muito singular.
Tenho medo de ser deixada e por isso não gosto de deixar ninguém chegar perto de mim.
Tenho um gênio do cão e brigo pra defender o que eu acho certo. Creio que ideais, foram feitos para serem defendidos. Tenho valores que não passo por cima e perco muito com isso porem, acho muito bom ter consciência limpa.
Analiso as pessoas mentalmente. Crio diálogos que nunca colocarei em pratica.
Adoro lápis de cor. Tudo colorido eu acho lindo. O mundo tem cores lindas, porque usar preto e branco?
Não tenho religião, mas, acho interessantíssimo conhecer varias religiões. Amo incensos e chás.
Nõ consigo sofrer eternamente e mesmo que seja forte, acho que tu precisas sempre ter coragem para seguir em frente.
Tenho um gosto musical extremo. Não sei ser meio termo; acho que o meio termo é para quem é brando e eu passo longe disso.
Acho que quem maltrata animais, não pode dizer que ama pessoas. Prefiro cães; gatos são independentes demais para mim.
Tenho um mecanismo de defesa e ele faz as pessoas acharem que eu simplesmente não me importo ou não sinto.
Às vezes acho que não sei sentir como todo mundo. Choro quando ninguém olha e sorrio como se nada nunca tivesse me magoado. Em algum canto dentro de mim, eu acredito no amor e em coisas sutis; isso só vem à tona quando eu vejo comedias românticas; minha TPM me enlouquece como doce, choro e até me apaixono instantaneamente. Depois tudo volta ao normal.
Acho que mentira nunca leva ninguém a nada; não sei perdoar.
Posso me apaixonar por um detalhe e o mesmo me fazer esquecer.
Sei muitas coisas... mas, só eu sei da grande maioria delas. Ninguém nunca chega tão perto para poder ver tudo que há em mim, talvez, um dia isso aconteça ou simplesmente eu seja só mais um mistério nada interessante que nunca foi desvendado.