2 de fevereiro de 2011

closed.


Fechado.
Não vai abrir tão cedo, nem se sabe se vai conseguir abrir.
E há quem achasse que abriria no verão, por vezes tentou-se e nada.
Talvez seja melhor assim mesmo, fechado, seguro e sem maiores problemas.


25 de janeiro de 2011

reinaugurar


É triste saber que vou te ver passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que se eu ouvir tua voz ou olhar e olhar teu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Acho quem muito mais que dar fim a um sentimento é limpar a alma de tudo aquilo que a assombrava. Esquecer os fantasmas que fazem com que o medo volta e meia de o ar da graça.
Eu descobri que poderia sentir dor em lugares que eu nem se quer sabia que existiam. Abri-me na mesma facilidade com que fui ferida e há algum tempo tenho me reconstruído.
Perdi a força que eu tinha, a muito tempo e preciso de paciência pra ter ela de volta, se não houver alguém do meu lado talvez eu nem queira continuar.
Quero deixar tudo limpo, abrir a janela pro sol entrar e com um sorriso dizer:
- Vem, pode entrar, limpei tudo pra ti e agora podes ficar o tempo que quiseres.
Trabalho duro, todos os dias limpo um pedaço e o dia da re-inauguração esta – quem sabe – mais próximo do que eu mesma saiba.
Porem, cuidados nunca serão demais.

20 de janeiro de 2011

re,des & cobrir.


Gosto de te descobrir, cobrir e descobrir de novo. Tem algo no olhar que me prende e uma vontade de ter, guardar e levar pra onde for. Parece meio lunático pensar que isso é possível mas, seria mais lunático se não pensasse assim.
É impossível ficar só olhando, sem se perder num abismo...

reinventar-se.


Acho que eu nunca vou deixar de ser geniosa e tão pouco menos exigente. É o mal de filha única, ser mimada.
Tem dias em que eu acordo no programa de auto-defesa e fico nele o dia todo, tem dias em que eu cedo um pouco, tem dias em que eu me fecho pro mundoe tem dias em que posso ser tudo isso e outros nada disso.
Realmente, lidar comigo requer coragem e muita paciência, pra não dizer boa vontade.
No momento eu estou me ajustando, mudando e descobrindo como eu sou.
Esse é o problema de se reinventar, tu precisa te descobrir de novo.

16 de janeiro de 2011

sutil


As vezes eu me vejo e fico pensando se eu realmente precisava mudar, afinal eu não incomodava ninguém e o mundo – o meu pelo menos - girava em harmonia.
Eu resolvi quebrar essa harmonia, correr riscos e seguir o fluxo natural das coisas; tudo isso pra mim ta sendo quase como foram as índias pra Colombo, é um mundo desconhecido. 
Todos os detalhes e as sutilezas que me soam  brutais porque é uma chuva de novidade, acho que mais do que pra qualquer pessoa e o que mais espanta: eu to agüentando.
Só o fato de eu não ter fugido no primeiro momento, me fez pensar e agora, bom eu pretendo descobrir como as índias são e desfrutar toda a maravilha dos detalhes.

por acaso...

Me pego pensando se eu realmente mereço isso tudo. Eu que nunca pedi isso, por acaso tenho.   E nem foi um acaso provocado, como diria o Chico.
Foi assim, como quem não quer nada.
Em meio a uma ausência total de competência pra sentimentos e uma excelência no assunto, as coisas vão indo.
É tranqüilo e ao mesmo tempo da muito medo por ser algo novo...
Eu ainda não sei deixar meu lado racional de lado e talvez nunca saiba, mas, às vezes eu o esqueço e me deixo levar.
E quando tudo fica difícil, só me vem uma coisa na cabeça e por vezes eu nem sei o porquê porem, eu só sei que eu quero.